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Histórias extraordinárias do cinema argentino no Instituto de Cervantes São Paulo

03/09/2017
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A programação do segundo semestre de 2017 do Instituto de Cervantes São Paulo tem histórias extraordinárias do cinema argentino, conferência sobre literatura policial e música latino americana. É possível chegar no Instituto a partir da Vila Mariana de metrô: da linha Azul, trocar para a linha Verde nas estações Ana Rosa ou Paraíso e descer metrô Clínicas, pegar a saída Paulista ... chegou. Acompanhe a programação e boa diversão.

Conferência Borges e a literatura policial - por Júlio Pimentel Pinto
- dia 14 de setembro de 2017, às 19 horas
Jorge Luis Borges - escritor argentino - foi leitor, resenhista, editor, e autor de literatura policial. Principais obras:
- Luna de Enfretante (1925)
- Cuaderno de São Martin (1929)
- Poemas (1922-1943)
- Inquisiciones (1925)
- História da Eternidade(1936)
- El jardín de senderos que se bifurcan (1941)

Concerto Volver para a América - tem o objetivo de valorizar e divulgar a cultural latino-americana. Com a dupla Carolina Andrade e Giulia Faria, musicistas da Escola de Música da Universidade de São Paulo.
- dia 16 de setembro de 2017, zéro hora

Histórias extraordinárias do cinema argentino contemporâneo

A sombra - direção de Javier Olivera
- dia 21 de setembro, às 19 horas
Ainda que tenha um traço de ironia e outro de inegável amargura, não é gratuita a citação a Cidadâo Kane que Javier Olivera desliza em seu filme-ensaio: há a história de seu pai como magnata do cinema nacional e a mansão na qual sua família tinha uma vida idílica. O diretor acompanha, no presente, a demolição dessa espécie de Xanadu, reflete sobre seu sentido como cenário e monumento, e entretece seus escombros com o passado exuberante (disponível em fragmentos de super8) para reelaborar sua própria biografia e exibir um olhar crítico sobre o fim de uma época.

Como funcionam quase todas as coisas - direção de Fernando Salem
- dia 19 de outubro, às 19 horas
Celina trabalha na guarita de pedágio de uma remota estrada no deserto. O tempo parece estar suspenso, mas o entorno, perspectiva aberta na paisagem desolada, aponta um novo horizonte. Após a morte do pai doente, a protagonista empreende essa viagem à qual estava predestinada, iniciando uma deriva - meio road movie, meio fuga - em busca de questões determinantes de sua identidade familiar. Com frescor, Salem propõe que nem todas as perguntas têm respostas, e que o caminho é seguir caminhando, mesmo que às cegas.

Damiana Kryygi - direção de Alejandro Fernández Mouján
- dia 25 de outubro, às 19 horas
Em 1896, na densa selva paraguaia, uma criança Aché de três anos sobreviveu a um massacre perpetrado por colonos brancos. Esta pequena cativa foi batizada como Damiana e se converteu em objeto de interesse científico: seu corpo foi medido e fotografado, tornando-se tema de estudos nas mãos de antropólogos argentinos e alemães - mesmo depois de sua prematura morte, aos 14 anos. Um século depois, seu povo recuperou seus restos mortais e lhe deu um enterro digno em terras ancestrais.

O escaravelho de ouro - direção de Alejo Moguillansky e Fia-Stina Sandlund
- dia 25 de outubro, às 19 horas
Allan Poe, R.L. Stevenson, Victoria Benedictsson, Leandro Alem, feminismo e colonialismo se combinam (ou não) nessa divertida e aguda reflexão sobre o cinema dentro do cinema. Em uma proposta tão politicamente correta quanto esotérica, Alejo e Fia-Stina são convidados a resgatar a vida de uma poetisa feminista sueca do século XIX em uma coprodução entre Argentina e países europeus. A equipe sul-americana, buscando locações, descobre a existência de um tesouro e resolve alterar a trama do filme para ir a sua procura.

Corpo de letra - direção de Julián D'Angiolillo
- dia 7 de dezembro, às 19 horas
O diretor de Hacerme feriante confirma seu talento em revelar mundos semiocultos e suas lógicas, hierarquias e códigos. Em seu novo longa, um dos personagens está aprendendo a escrever: a letra deve ter um passo de largura e um braço de altura. A palavra tem que ser legível na distância veloz de uma rodovia. A cor fará o resto, identificando o nome grafado com o partido político. D’Angiolillo acompanha a pintura dessas letras, feitas por brigadas que, durante as campanhas políticas, transformam qualquer superfície livre da cidade em espaço publicitário.

Fora de hora - direção de Barbara Sarasola-Day
- dia 14 de dezembro, às 19 horas
Helena e Ernesto são um casal de longa data no qual se percebe certo desgaste. Um dia recebem a Joaquín, primo de Helena que acaba de sair da reabilitação e vai passar uma temporada com eles. Há no rapaz algo inquietante que gera desequilíbrio no ambiente, traduzido em um clima de mistério que flutua sutilmente nas cenas. O filme nos apresenta a ideia de um triângulo e nos leva a imaginar coisas para depois nos surpreender: o que parecia evidente não é, sendo preciso reconsiderar nossas posições sobre o desejo e suas vicissitudes.

Contatos
- telefone: 11 3897-9600
- e-mail: informasao @ cervantes.es

Fonte: Instituto Cervantes de São Paulo
- Av. Paulista, 2439 - Térreo - Cerqueira César - São Paulo