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Cinemateca Brasileira - programação de março de 2018

28/02/2018
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A Cinemateca Brasileira apresenta na programação de março de 2018 filmes brasileiros como: O Amor está no Ar, São Bernardo, inspirado na obra de Graciliano Ramos; e Carnaval Atlândida em produção de 1952. Em 7 de março, debate com a professora Chika Kinoshita, sobre a participação da mulher no cinema japonês. As apresentações da mostra Cinema em Foco do acervo da Cinemateca têm ingressos gratuitos, com distribuição na hora anterior à apresentação.

Programação do mês da Mulher na Cinemateca Brasileira

Nitrato - produção brasileira de 1974 em preto e branco
- dia 1º de março, às 20h00
- dia 9 de março, às 21h00
- direção: Alain Fresnot
- elenco: Paulo Emílio Salles Gomes
- duração: 19 minutos

Sinopse: Sobre a situação precária sujeitada à Cinemateca Brasileira, cujo vasto acervo de documentos e filmes, encontra-se ameaçado tanto pela incidência do tempo, quanto pela omissão dos governos municipais e federais ao longo de três décadas.

Festejo muito pessoal - produção brasileira de 2016, colorido
- dia 1º de março, às 20h00
- dia 9 de março, às 21h00
- direção: Alain Fresnot
- elenco: Carlos Adriano
- duração: 8 minutos

Sinopse: Ensaio poético de found footage (reapropriação de arquivo) baseado no artigo Festejo muito pessoal, de Paulo Emílio Salles Gomes (1916-1977). A montagem com trechos de filmes (filmes citados no artigo e outros evocados por associações temáticas e conceituais) obedece a uma estrutura não-narrativa e musical, em que imagens e sons são articulados segundo correspondências e rimas de formas e motivos, sugerindo ideias e sensações, compondo uma imagem do esquecimento e da memória.

Thesouro perdido - produção brasileira de 1927 em preto e branco
- dia 2 de março, às 19h00
- dia 11 de março, às 20h00
- direção: Humberto Mauro
- elenco: Bruno Mauro, Máximo Serrano, Lola Lys, Alzir Arruda, Antonio Almeida, Paschoal Ciodaro e Humberto Mauro
- duração: 89 minutos

Sinopse: Após a morte do pai, os irmãos Bráulio e Pedro são criados por Hilário – amigo do falecido e pai de Susana. Quando Bráulio atinge a maioridade, Hilário lhe entrega o fragmento de um mapa do tesouro, cobiçado tanto por um bandido quanto por um médico farsante. A dupla mata um idoso, detentor do outro fragmento, e rapta Susana, exigindo a entrega do primeiro pedaço do mapa.

Carnaval Atlântida - produção brasileira de 1952 em preto e branco
- dia 2 de março, às 21h00
- dia 8 de março, às 21h00
- direção: José Carlos Burle
- elenco: Oscarito, Grande Otelo, Cyll Farney, Eliana, José Lewgoy, Iracema Vitória, Carlos Alberto e Renato Restier
- duração: 92 minutos

Sinopse: Piro e Miro são dois malandros cariocas que apresentam o argumento de uma chanchada carnavalesca ao Dr. Cecílio B. de Milho, produtor da Acrópoles Filmes, que o recusa porquedeseja fazer um filme sobre Helena de Tróia; contudo, emprega ambos como faxineiros. Inúmeras confusões impedem o avanço da produção, até que o secretário Augusto, junto a Carmem, Regina, filha de Dr. Cecílio, e Xenofontes; convencem o produtor a realizar uma comédia escrita por um acadêmico especializado na história da Grécia.

Limite - produção brasileira de 1931 em preto e branco
- dia 3 de março, às 19h00
- direção: Mário Peixoto
- elenco: Carmen Santos, Olga Breno, Taciana Rei, Brutus Pedreira, Raul Schnoor, Edgar Brazil e Mário Peixoto
- duração: 120 minutos

Sinopse: Em um pequeno barco a deriva ... um homem e duas mulheres contam histórias de uma vida marcada por desventuras, tristezas, angústias e monotonia. As imagens e as histórias ensaiam uma fuga metafórica, que justifica o conformismo dos personagens diante da degradação humana.

A agonia - produção brasileira de 1978, colorido
- dia 3 de março, às 21h00
- direção: Julio Bressane
- elenco: Joel Barcellos, Maria Gladys, Grande Otelo, Wilson Grey, Sandra Pera, Kléber Santos, Renato Laclete e Ivan Cardoso
- duração: 90 minutos

Sinopse: Cabelo cortado rente, um ramo de alecrim por trás da orelha, camisa amarela de cetim brilhante. Ele está ao volante de seu carro quando passa por uma mulher que caminha pela beira da estrada. Lábios fortemente tingidos, vestido estampado e sapatos vermelhos a compactuar com a cor do batom. Ele dá-lhe uma carona. Se encaram em silêncio por alguns instantes. Apresentam-se um ao outro, e nasce dali um diálogo tão absurdo quanto o acaso que os aproximou.

Lilian M: Relatório confidencial - produção brasileira de 1975, colorido
- dia 4 de março, às 18h00
- dia 8 de março, às 19h00
- direção: Carlos Reichenbach
- elenco: Célia Olga Benvenutti, Benjamin Cattan, Sérgio Hingst, Maracy Mello, Walter Marins e Jairo Ferreira
- duração: 90 minutos

Sinopse: Maria abandona o marido e os filhos para fugir com um caixeiro-viajante. Após um trágico acidente de carro, segue sozinha até chegar em São Paulo. Arranja um emprego na casa do industrial Braga, até que se tornam amantes. Maria é rebatizada, se torna Lilian. Em sua jornada da miséria ao luxo, envolve-se com alguns tipos humanos: o filho autodestrutivo de Braga, um industrial alemão que financia a repressão, um grileiro de terras, um detetive e, por fim, uma cafetina.

S. Bernardo - produção brasileira de 1972, colorido
- dia 4 de março, às 20h00
- dia 9 de março, às 19h00
- direção: Leon Hirszman
- elenco: Othon Bastos, Isabel Ribeiro, Nildo Parente, Vanda Lacerda, Mário Lago, Josef Guerreiro e Jofre Soares
- duração: 114 minutos

Sinopse: Paulo Honório, que perambula pelo sertão a negociar, arranca a fazenda São Bernardo das mãos de seu proprietário e futuro empregado, Luís Padilha. Nessa trajetória, aprende a encaixar - coisas e homens, cada um em seu lugar. Porém, ao se casar com Madalena, de quem deseja a posse total, tudo se estilhaça. Sua dificuldade em racionalizar o amor colocará em cheque sua visão de mundo.

Sessão ABC: Joaquim + debate com Marcelo Gomes e Pierre de Kerchove
- dia 5 de março, às 20h00
- direção: Marcelo Gomes
- ano de produção: 2017
- elenco: Júlio Machado, Isabél Zuaa, Rômulo Braga, Nuno Lopes, Welket Bungué e Diogo Doria
- duração: 97 minutos

Sinopse: Século XVIII. A colônia dos Brasis, parte do Império Português, enfrenta um declínio na produção de ouro. Uma minoria portuguesa governa de forma autoritária e corrupta uma sociedade composta, em sua maioria, por escravos africanos, indígenas e mestiços. Joaquim é um militar de destaque na captura de contrabandistas de ouro. Ele espera que sua dedicação seja recompensada com uma patente de tenente para que possa comprar a liberdade da escrava Preta, por quem é apaixonado. A promoção nunca chega e ele se desespera. Neste momento, Joaquim é designado para uma arriscada missão: encontrar novas minas de ouro no temido Sertão Proibido. Cumpri-la será a única forma de conseguir sua promoção e a liberdade de sua amada. A história dos acontecimentos e fatos que levaram Joaquim a se transformar em um herói nacional e mártir do levante conhecido como "Inconfidência Mineira". Após a exibição, haverá um debate com a presença do diretor Marcelo Gomes e do diretor de fotografia Pierre de Kerchove. Mediador: Marcelo Corpanni, ABC.

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Debate: A participação feminina no universo do cinema japonês
- dia 7 de março, às 19h00
- evento com entrada gratuita e distribuídos na bilheteria uma hora antes do início do debate.

A Cinemateca Brasileira em parceria com a Fundação Japão recebem Chika Kinoshita, professora e pesquisadora do cinema japonês e de gênero e sexualidade na cinematografia daquele país, além de maior especialista japonesa da obra do cineasta Kenji Mizoguchi.

A apresentação, que será mediada por Olga Futemma e contará com tradução consecutiva, abordará a participação da mulher no cinema japonês e será seguida pela projeção em cópia 16mm de Fim de verão (Kohayagawa-ke no Aki, 1961), penúltimo filme dirigido por Yasujiro Ozu.

Chika Kinoshita: Professora de estudos de cinema na Universidade Metropolitana de Tóquio. Suas dissertações figuraram nos periódicos Cinema Journal, Camera Obscura, e Screening the Past, e em inúmeras publicações editadas em inglês e japonês. Especialista no cineasta Kenji Mizoguchi e em estudos de gênero no cinema japonês, publicará em breve um livro (em japonês) sobre o diretor pela Hosei University Press.

Olga Toshiko Futemma: Graduada em Comunicação Social/Cinema e mestra em Estéticas Audiovisuais pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. De 1972 a 1990, dirigiu e montou diversos curtas-metragens, que abordavam, principalmente os temas de movimentos sociais e da imigração japonesa no Brasil. Desde sua graduação, trabalhou como pesquisadora do Cinema Brasileiro, primeiro na Secretária de Cultura da Cidade de São Paulo e, desde 1984, até hoje, na Cinemateca Brasileira, onde é Coordenadora Geral.

O silêncio do céu + cinema e psicanálise
- dia 7 de março, às 19h00
- direção: Marco Dutra
- classificação indicativa: 14 anos
- ano de produção: 2016
- duração: 9102 minutos

Sinopse: Após ser vítima de um estupro dentro de sua própria casa, Diana escolhe manter o trauma em segredo. Mário, seu marido, também tem algo a esconder. O silêncio que toma conta do casal ao longo dos dias se transforma, aos poucos, em uma peculiar forma de violência. Seguido de debate com Susana Muszkat e Marcelo Coelho.

Mediadores:
- Susana Muszkat: Psicanalista. Membro Efetivo e docente da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (SBPSP) e da IPA (International Psychoanalytic Association). Autora do livro Violência e Masculinidade (2011, ed. Casa do Psicólogo) e coautora de Violência Familiar (2016, ed. Blucher).
- Marcelo Coelho é colunista da Folha.

Fim de verão - título original: Kohayagawa-ke no Aki
- dia 7 de março, às 20h30
- produção japonesa de 1961
- direção: Yasujiro Ozu
- elenco: Eliane Giardini, Marcos Palmeira, Paulo Betti e Jacyra Silva
- duração: 103 minutos

Sinopse: Tradicional produtora de sakê, a família Kohayagawa se vê obrigada a tomar novos rumos com a chegada das grandes indústrias após a Segunda Guerra Mundial. O patriarca Manbei é forçado a incorporar sua pequena firma a uma grande empresa. Paralelamente, são reveladas as histórias íntimas dos membros da família: da tentativa de casar a filha mais jovem de Manbei, até mesmo uma amante e uma segunda família mantidas pelo patriarca.

O amor está no ar - produção brasileira de 1997, colorido
- dia 10 de março, às 19h00
- direção: Amylton de Almeida
- elenco: Eliane Giardini, Marcos Palmeira, Paulo Betti e Jacyra Silva
- duração: 80 minutos

Sinopse: Melodrama sobre uma radialista que apresenta um programa romântico numa rádio popular e se apaixona por um rapaz bem mais jovem e semi-analfabeto. Aos poucos, os preconceitos sociais vão estremecer a relação do casal. Primeiro longa-metragem produzido no Espírito Santo.

Sonho de valsa - produção brasileira de 1987, colorido
- dia 10 de março, às 21h00
- direção: Ana Carolina
- elenco: Arduíno Colassanti, Xuxa Lopes, Ney Matogrosso e Daniel Dantas
- duração: 114 minutos

Sinopse: Teresa é uma mulher de 30 anos de idade que busca sua própria identidade, através das imagens que faz dos homens. Mas, caminhando entre eles, Teresa se sente cada vez mais abandonada. Em uma mistura de realidade, delírio e desejo, uma mulher busca por amor.

O leão de sete cabeças - produção franco-italiana de 1970, colorido
- dia 11 de março, às 18h00
- direção: Glauber Rocha
- elenco: Rada Rassimov, Jean-Pierre Léaud, Giulio Brogi, Hugo Carvana, Gabriele Tinti e René Koldhoffer
- duração: 114 minutos

Sinopse: O guerrilheiro latino-americano Pablo e o líder negro Zumbi se unem para libertar o continente africano do jugo dos colonizadores. Durante a luta, enfrentam um mercenário alemão que, auxiliado por um agente norte-americano e seu assessor português, governa em nome de uma misteriosa mulher de nome Marlene. Enquanto isso, a epopeia dos dois heróis é prenunciada por um onipresente pregador messiânico que anuncia a chegada da besta capaz de derrotar os santos, e a vinda dos insurgentes como emissários da justiça divina.

Mais sobre a Cinemateca Brasileira

Fonte: Cinemateca Brasileira
- Largo Senador Raul Cardoso, 207
- Próximo ao Metrô Vila Mariana
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